Zona Sul

Em Maputo, o percurso foi descrito como positivo e gerador de crescimento comunitário e espiritual, destacando-se a relação harmoniosa entre a CIRMO local e os Bispos da Arquidiocese.

Em Gaza, sublinhou-se a boa colaboração entre religiosos e bispos locais, com destaque para um encontro de formação que reuniu mais de 100 jovens em formação. As cheias e as grandes distâncias entre congregações continuam, contudo, a ser um desafio.

A CIRMO de Inhambane, apresentada pelo Frei Hortêncio, conta atualmente com 24 congregações (7 masculinas e 17 femininas). Entre as atividades realizadas destacam-se encontros de formação, visitas domiciliárias, bênçãos de casas, formação juvenil e a celebração do Jubileu da Vida Consagrada na Catedral de Inhambane. Como desafios, foram apontados a redução de vocações, uma certa conceção da vida consagrada como meio de autorrealização pessoal e o uso indevido das tecnologias de comunicação.

Zona Centro

Na Beira, a CIRMO local integra 12 institutos masculinos e 22 femininos, totalizando 111 religiosas. O ano foi marcado por encontros formativos trimestrais, retiros, dias de lazer, formação bimensal dos jovens em formação e a acolhida do encontro de formação dos superiores maiores em Nazaré. Entre os desafios apontados estão a falta de espaço próprio para a CIRMO e para as aulas, as distâncias e a fraca participação de algumas congregações. Foi ainda lamentada a morte de Dom Osório Citora, Administrador Apostólico da Beira. Como pontos positivos, destacam-se a chegada de novas congregações e a perspetiva de um retiro de uma semana para os membros da CIRMO.

A Diocese de Caia, representada pelo Frei Dércio Manhenje, a CIRMO ainda não está oficialmente implantada, encontrando-se os religiosos em fase de organização. A Cirmo local conta com 9 congregações (6 femininas) e 29 religiosos, dos quais 12 são religiosos consagrados masculinos.

Em Quelimane, a CIRMO é composta por 13 congregações — entre as quais Visitandinas, Agostinianas, Irmãs do Amor de Deus, Franciscanas de Nossa Senhora, Reparadoras, Alegenas, Religiosas do Sagrado Coração de Jesus, Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Dehonianos e Frades Menores — distribuídas por 23 comunidades, num total de 124 religiosos, 6 noviças e 29 postulantes. As atividades abrangeram saúde, assistência social, promoção humana, catequese, pastoral e apoio a famílias e pessoas vulneráveis, além da réplica local da formação dos superiores maiores realizada na Beira, da Páscoa Solidária, da abertura da escola inter-congregacional para noviças e da celebração do Dia da Vida Consagrada. Entre as prioridades futuras estão o reforço da formação permanente e a articulação das congregações na ação social; foi também assinalado o impacto negativo que o assassinato de Dom Osório continua a ter na vida da Igreja local.

Em Tete, o número de congregações tem vindo a crescer, contando-se atualmente 8 institutos masculinos e 5 femininos, com cerca de 50 religiosos e 70 religiosas. Foi destacado o apoio próximo do Bispo diocesano, que conhece pessoalmente cada religioso e o tempo que leva na diocese. O programa anual inclui três encontros da delegação, tendo 8 religiosos representado a CIRMO no encontro da Beira. Entre os desafios estão a precariedade das estradas, as grandes distâncias e a necessidade de manter atualizado o número de religiosos, estudando-se ainda a possibilidade de uma sede própria. A economia foi considerada razoável, com contribuição regular das congregações, e registou-se a visita do Núncio Apostólico.

Em Chimoio, sob a presidência do Frei Domingos, a CIRMO local reforçou a unidade entre as congregações, com partilha e resposta conjunta aos desafios sociais e pastorais da diocese. Foram realizados três encontros de formação sobre sinodalidade — presença, serviço e profecia no contexto moçambicano — bem como encontros de formação e intercâmbio entre os juniores das dioceses de Chimoio e Beira. Como principais desafios, foram referidos a situação económica, com algumas congregações ainda sem contribuir, o consumo de drogas entre os jovens e as dificuldades e custos na obtenção de vistos.

Escola de Formadores MUMEMO

O Pe. Agostinho Maholele, SSS, apresentou o relatório da Escola de Formadores MUMEMO, que graduou 11 formadores na sua 7ª turma (2024–2026), uma das que teve 100% de acompanhamento, contando com a colaboração de formadores diocesanos e religiosos. Entre os desafios apontados estão o reconhecimento da Escola através de um título académico, a admissão de novos ingressos — dependente da disponibilidade de formadores — e a necessidade de, após 15 anos de existência, a instituição vir finalmente a ter sede própria.


Resumo de relatórios apresentados no âmbito da XXXVII Assembleia Geral Ordinária da CIRMO.

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