No âmbito da XXXVII Assembleia Geral Ordinária, foram apresentados os relatórios das Conferências Locais da CIRMO, dando conta do caminho percorrido pela Vida Consagrada nas diferentes zonas de Moçambique ao longo do último período, entre alegrias, desafios e sinais de esperança.
Zona Sul
Em Maputo, o percurso foi descrito como positivo e gerador de crescimento comunitário e espiritual, destacando-se a relação harmoniosa entre a CIRMO local e os Bispos da Arquidiocese.
Em Gaza, sublinhou-se a boa colaboração entre religiosos e bispos locais, com destaque para um encontro de formação que reuniu mais de 100 jovens em formação. As cheias e as grandes distâncias entre congregações continuam, contudo, a ser um desafio.
A CIRMO de Inhambane, apresentada pelo Frei Hortêncio, conta atualmente com 24 congregações (7 masculinas e 17 femininas). Entre as atividades realizadas destacam-se encontros de formação, visitas domiciliárias, bênçãos de casas, formação juvenil e a celebração do Jubileu da Vida Consagrada na Catedral de Inhambane. Como desafios, foram apontados a redução de vocações, uma certa conceção da vida consagrada como meio de autorrealização pessoal e o uso indevido das tecnologias de comunicação.
Zona Centro
Na Beira, a CIRMO local integra 12 institutos masculinos e 22 femininos, totalizando 111 religiosas. O ano foi marcado por encontros formativos trimestrais, retiros, dias de lazer, formação bimensal dos jovens em formação e a acolhida do encontro de formação dos superiores maiores em Nazaré. Entre os desafios apontados estão a falta de espaço próprio para a CIRMO e para as aulas, as distâncias e a fraca participação de algumas congregações. Foi ainda lamentada a morte de Dom Osório Citora, Administrador Apostólico da Beira. Como pontos positivos, destacam-se a chegada de novas congregações e a perspetiva de um retiro de uma semana para os membros da CIRMO.
A Diocese de Caia, representada pelo Frei Dércio Manhenje, a CIRMO ainda não está oficialmente implantada, encontrando-se os religiosos em fase de organização. A Cirmo local conta com 9 congregações (6 femininas) e 29 religiosos, dos quais 12 são religiosos consagrados masculinos.



Em Quelimane, a CIRMO é composta por 13 congregações — entre as quais Visitandinas, Agostinianas, Irmãs do Amor de Deus, Franciscanas de Nossa Senhora, Reparadoras, Alegenas, Religiosas do Sagrado Coração de Jesus, Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Dehonianos e Frades Menores — distribuídas por 23 comunidades, num total de 124 religiosos, 6 noviças e 29 postulantes. As atividades abrangeram saúde, assistência social, promoção humana, catequese, pastoral e apoio a famílias e pessoas vulneráveis, além da réplica local da formação dos superiores maiores realizada na Beira, da Páscoa Solidária, da abertura da escola inter-congregacional para noviças e da celebração do Dia da Vida Consagrada. Entre as prioridades futuras estão o reforço da formação permanente e a articulação das congregações na ação social; foi também assinalado o impacto negativo que o assassinato de Dom Osório continua a ter na vida da Igreja local.
Em Tete, o número de congregações tem vindo a crescer, contando-se atualmente 8 institutos masculinos e 5 femininos, com cerca de 50 religiosos e 70 religiosas. Foi destacado o apoio próximo do Bispo diocesano, que conhece pessoalmente cada religioso e o tempo que leva na diocese. O programa anual inclui três encontros da delegação, tendo 8 religiosos representado a CIRMO no encontro da Beira. Entre os desafios estão a precariedade das estradas, as grandes distâncias e a necessidade de manter atualizado o número de religiosos, estudando-se ainda a possibilidade de uma sede própria. A economia foi considerada razoável, com contribuição regular das congregações, e registou-se a visita do Núncio Apostólico.
Em Chimoio, sob a presidência do Frei Domingos, a CIRMO local reforçou a unidade entre as congregações, com partilha e resposta conjunta aos desafios sociais e pastorais da diocese. Foram realizados três encontros de formação sobre sinodalidade — presença, serviço e profecia no contexto moçambicano — bem como encontros de formação e intercâmbio entre os juniores das dioceses de Chimoio e Beira. Como principais desafios, foram referidos a situação económica, com algumas congregações ainda sem contribuir, o consumo de drogas entre os jovens e as dificuldades e custos na obtenção de vistos.
Escola de Formadores MUMEMO
O Pe. Agostinho Maholele, SSS, apresentou o relatório da Escola de Formadores MUMEMO, que graduou 11 formadores na sua 7ª turma (2024–2026), uma das que teve 100% de acompanhamento, contando com a colaboração de formadores diocesanos e religiosos. Entre os desafios apontados estão o reconhecimento da Escola através de um título académico, a admissão de novos ingressos — dependente da disponibilidade de formadores — e a necessidade de, após 15 anos de existência, a instituição vir finalmente a ter sede própria.
Resumo de relatórios apresentados no âmbito da XXXVII Assembleia Geral Ordinária da CIRMO.








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